sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Pequenas Atitudes

Há algum tempo eu costumava comprar revistas de dietas, que traziam todas as matérias voltadas para o emagrecimento.
Com o tempo, fui percebendo que eu tinha muito mais vontade de comer quando lia aquelas revistas. Claro, todas as receitas ensinadas eram light, mas fiquei pensando que se estivesse lendo sobre outros assuntos não teria fome naquele momento. Ou seja, teria um resultado mais efetivo com relação ao meu emagrecimento se tirasse o foco do que eu não devia fazer (comer) e o colocasse em algo mais produtivo.
Também quero utilizar este princípio aqui no blog.
Não é por acaso que você ainda não viu aqui nenhuma foto de uma casa bagunçada!
É porque quando entrar aqui, quero que você se inspire de coisas boas, que possamos falar de um assunto difícil sempre vendo uma bonita alternativa de transformação.

Hoje coloco essa sequência de imagens abaixo para falar sobre atitudes:
http://www.maisassunto.com.br/2013/08/21-fotos-irao-restaurar-fe-humanidade/
Em quase todas as fotos, alguém teve uma atitude, grande ou pequena, que fez a diferença na vida de alguém. Quem faz isso não faz só pelo outro, faz pelo resultado que essa atitude cria dentro de si mesmo. Pela sensação de alegria, vitória, conquista!

Seja TOC, depressão, síndrome do pânico, ou qualquer outro transtorno psicológico que te aflija, só será vencido quando você começar a tomar pequenas atitudes no sentido da mudança.

Sabe quando temos um insight e ficamos muito entusiasmados, como se aquilo fosse mudar nossa vida? Isso é ótimo, mas talvez não seja transformador.
Já quando o insight nos traz uma mistura de alegria, entusiasmo, e uma pontada de dor, este sim é transformador. Porque dói sair da zona de conforto. Dói eu te dizer para sair agora da frente do computador e ir fazer aquilo que você sabe que tem que fazer mas está adiando há dias.
Fazer o que você não gosta ou não quer fazer dói, mas não há ninguém neste mundo que só faça na vida aquilo que gosta!

Quando estamos depressivos, costumamos pensar que a vida de todo mundo é melhor que a nossa.
Mas se você olhar para sua casa, talvez descubra que tudo que precisa fazer hoje para terminar o dia mais feliz é uma boa faxina!
E os vizinhos, não precisam igualmente limpar suas casas? Aquela senhora que logo cedo está varrendo a calçada, você acha que ela está lá porque gosta de varrer?
As pessoas gostam é do resultado!

Movem-se, tomam atitudes que as deixam cansadas, exaustas, talvez até feridas, mas o resultado é tão gratificante que vale todo o esforço!
A pequena atitude de jogar fora algumas coisas que você não usa há muito tempo vai te dar a alegria de ver um espaço limpo, vazio, arejado.
Vai doer? Claro, é a mudança de um comportamento de uma vida inteira! Mas se você está buscando informação, deve estar desejando a mudança.

Quando minha psicóloga disse: "mudar a sua casa só depende de você", tive um impacto muito forte. Passei alguns dias com essa frase se repetindo dentro de mim, mas comecei a mudar minhas atitudes desde então. Agora mesmo, vou encerrar aqui e fazer uma boa faxina. Não tenho vontade nenhuma de fazer isso, mas tenho muita vontade de passar o final de semana numa casa limpa e perfumada.
E você, precisa fazer o que para que o seu final de semana seja mais feliz?





terça-feira, 24 de setembro de 2013

Chegando à terapia

São muitos os caminhos que nos levam a buscar um psicólogo, mas o ponto comum a quase todos é a sensação de desespero, de que não estamos conseguindo dar conta de nossa própria vida.

No meu caso, sempre fui uma apaixonada por artesanato, e posso dizer que isso é o que eu sei fazer de melhor na vida. Portanto, seria muito natural ter escolhido o caminho do artesanato ou das artes plásticas desde o início da minha carreira.
Mas não foi o que aconteceu, passei toda a vida oscilando entre o artesanato e o trabalho em empresas. Nas empresas, nunca alcancei um cargo significativo, porque não era o que eu queria. Ficava empregada cerca de dois anos, me sentia segura e saía da empresa para voltar ao artesanato. Cerca de seis meses depois, começava a ficar insegura por não ter uma renda fixa, e em menos de um ano lá estava eu distribuindo currículos novamente, embora os clientes batessem em minha porta para comprar artesanato.

Foi essa instabilidade que me levou ao consultório de uma psicóloga. Quando uma situação difícil se repete muito na vida, chega um momento em que começamos a desconfiar que o problema está em nós mesmos, e não do lado de fora.
Então relatei a psicóloga muitos fatos relevantes da minha vida. Além desse ciclo destrutivo da minha vida profissional, o fato de já ter tido muitos cães e gatos em casa, de forma descontrolada, e de não conseguir manter minha casa em ordem, também caracterizavam uma doença.

Logo no início, ela me disse que eu tinha TOC e depressão, e que não era possível iniciar um tratamento psicológico sem o acompanhamento de um psiquiatra, porque eu não tinha base emocional para lidar com questões que estavam escondidas dentro de mim. Questões acumuladas, como estão acumulados os objetos do lado de fora.

Ou seja, entrei na sala em busca de um aconselhamento para sair de uma situação profissional instável, e saí com um diagnóstico que me chocou a princípio, e depois me deixou aliviada.
Se por um lado foi desesperador saber que minha vida poderia ter sido diferente se fosse diagnosticada mais cedo, por outro lado foi um alívio saber que daqui para a frente pode ser diferente.

De lá para cá tenho seguido a risca as orientações da psicóloga.
Tem sido comum me surpreender com quem eu sou, já que me escondi por muito tempo.
Sempre tive medo, embora minha postura diante das pessoas possa demostrar o contrário.
Essa impressão de força e coragem sempre foi minha melhor defesa!
Não por acaso, também sou obesa. Várias camadas de defesa acumuladas em mim mesma...

Sinto que para o tratamento ter sucesso é preciso estarmos totalmente entregues a nós mesmos. Eliminar pensamentos que nos sabotam, olhar para nós mesmo cruamente, com todos os defeitos. Zerar atitudes e posicionamentos que adquirimos para agradar os outros, e enxergar quem realmente somos, o que realmente nos faz bem e o que nos faz mal.
É difícil, doloroso muitas vezes, mas é libertador!



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Medicamentos do SUS

Hoje foi dia da peregrinação em busca de remédios.
Até que foi fácil, tinha tudo aqui mesmo em Osasco.
Quem faz tratamento psiquiátrico pelo SUS recebe os medicamentos nas unidades do CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) de sua cidade, mas é possível retirar em outra cidade caso não encontre, já que o SUS é estadual.
Eu costumo pegar os telefones na internet e ligar para as unidades mais próximas verificando onde tem os medicamentos.
Neste link da Secretaria da Saúde é possível encontrar todos os endereços e telefones:
http://www.saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/areas-tecnicas-da-sessp/saude-mental/enderecos-dos-centros-de-atencao-psicossocial-caps-do-estado-de-sao-paulo

Esta quantidade é para dois meses.
Parece muito, mas é a realidade!
Não se trata o TOC sem medicamento, o melhor a fazer é buscar tratamento, só assim teremos força para seguir em frente e fazer as mudanças necessárias.

domingo, 22 de setembro de 2013

Para começar...

Meu nome é Telma de Andrade, e aos 37 anos me descobri uma acumuladora compulsiva.

Já em tratamento há alguns meses, percebo que este assunto é pouco comentado no Brasil, e o quanto os acumuladores são vistos como meros bagunceiros e preguiçosos!
Precisamos mudar isso, fazer com que mais pessoas conheçam esta doença, e incentivem seu tratamento.
Este é o objetivo do blog, divulgar tanto quanto possível, fornecer informações sobre o assunto, conscientizar o doente e a população em geral.
Ofereço a todos um espaço aberto para trocarmos experiências e fazermos da informação e do apoio mútuo nossos maiores aliados nesta batalha.

Seja bem-vindo!