quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

As cores de cada um...



Já pensou que somos como um cubo mágico?

Vivemos confusos, atrapalhados, com todas as cores misturadas.
Até que um dia a gente se chacoalha, ou leva um chacoalhão, e as cores começam a se encaixar nos seus lugares. De uma forma rápida e mágica, parece que as respostas aos nossos anseios vão se formando em nossa mente, surgem pessoas e situações que completam nossas necessidades.

De alguma forma, o Universo, Deus, nossa força interior, ou seja lá o que acreditamos, está agindo para que retomemos nosso próprio eixo. É da natureza humana sermos líderes de nós mesmos. Temos o direito de fazer escolhas, e é da nossa natureza desejarmos o melhor para nossas próprias vidas.

Mas para algumas pessoas, ao mesmo tempo que o encaixar das cores traz felicidade e euforia, chega também um outro sentimento nada agradável: o medo!

Medo do cubo cair, e das cores se misturarem novamente, de nunca mais encontrar a solução, de ficar novamente perdido no meio de problemas já quase resolvidos. É o momento em que pode sobrar aquela pecinha amarela no meio do azul, e você aceita que é melhor deixa-la ali, porque se tentar resolver pode dar tudo errado.
Essa pecinha amarela pode ser tantas coisas... aquela dívida antiga que você não consegue pagar, a dieta que nunca começa, algum ponto difícil no relacionamento amoroso, o cigarro, a bebida, a droga...
Cada um sabe qual é, e quantas são, suas pecinhas amarelas.
Se não mexermos nela por medo, ela vai passar tanto tempo lá, que vamos nos acostumar. Ela começará a nos parecer bonita. O que era um erro passa até a ser um charme, e pronto! Está criada uma aconchegante zona de conforto!

Estamos mergulhando num modo de viver passivo, carregando as peças erradas como parte da bagagem, pensando que uma peça a mais ou a menos não vai fazer diferença.

Mas vai, e aquele medo que falamos lá no começo, de que todas as cores se misturem novamente, se realiza sem que você perceba, através da sua insegurança e da sua inércia. Hoje é só uma peça que fica fora do lugar, amanhã bate um vento e derruba outra peça, e você deixa, porque é só uma a mais... e assim seguimos até nos vermos novamente imersos na confusão mental de ser um cubo todo bagunçado!

Não é a tentativa de organizar as coisas que nos faz perder o eixo, mas a ilusão de que as coisas erradas podem ficar como estão.

A pior negligência é a que se pratica contra si mesmo, pense nisso!


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